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Idade da aposentadoria especial pode mudar

  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento que pode redefinir as regras da aposentadoria especial no Brasil. A discussão envolve a possibilidade de extinguir a obrigatoriedade de uma idade mínima para concessão do benefício, algo que pode alterar profundamente a vida dos trabalhadores expostos a atividades insalubres e perigosas.


A aposentadoria especial após a EC103/19 sofreu muitas modificações e impactou a vida de milhares de segurados.


A nova legislação passou a prever o requisito da idade mínima ou uma pontuação mínima, a depender da regra a ser cumprida, afastando o próprio critério originário do benefício: garantir o direito a uma aposentadoria antecipada em razão dos riscos da atividade.


Portanto, hoje, os requisitos para ter direito à aposentadoria especial são:

  • 55 (cinquenta e cinco) anos de idade para atividades que exijam 15 (quinze) anos de contribuição;

  • 58 (cinquenta e oito) anos de idade, para atividades que exijam 20 (vinte) anos de contribuição; ou

  • 60 (sessenta) anos de idade, para atividades que exijam 25 (vinte e cinco) anos de contribuição.


Além dessa regra, também há a possibilidade de utilizar a regra de transição, que conta com uma pontuação mínima.

No entanto, esta nova normativa descaracteriza os princípios da aposentadoria especial, passando a obrigar o segurado a expor sua vida ao risco por mais tempo até atingir o direito à aposentadoria.


Diante das inúmeras críticas aos novos regramentos, o STF analisará se é constitucional:

  • Exigir a idade mínima na aposentadoria especial;

  • Aplicar a vedação da conversão do tempo especial em comum;

  • Aplicar a forma de cálculo que afasta a possibilidade de 100% do salário-de-benefício.


O julgamento é um suspiro de esperança para todos os segurados e advogados previdenciaristas. As mudanças impostas pela EC103/19 foram desfavoráveis e prejudicaram muitos trabalhadores. Por isso, a decisão a ser formada pela Corte Suprema pode corrigir um retrocesso social e garantir os direitos previstos na Constituição Federal.

 
 
 

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